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Claro e ONU Mulheres iniciaram projeto para ajudar mulheres refugiadas e vítimas de violência doméstica


Foto: Shizuo Alves/MCom
Foto: Shizuo Alves/MCom

A iniciativa tem foco no letramento digital e nos direitos humanos.


Na terça-feira, dia 20 de maio de 2025, a operadora Claro e a ONU Mulheres firmaram parceria e assinaram acordo para um novo projeto. A proposta será implementada em 10 capitais brasileiras e possui o objetivo de capacitar mulheres refugiadas e vítimas de violência doméstica, de forma digital e em direitos humanos, com o intuito de inserir as mulheres no mercado de trabalho.


De acordo com a ONU Mulheres, o projeto “Mulheres + Tech - conexão para novos começos”, deve contar com a ajuda de dez organizações que irão capacitar as participantes e acompanhá-las durante o processo presencial. Já a Claro, oferecerá os equipamentos necessários para essa capacitação.


Segundo José Félix, presidente da Claro, a iniciativa foi criada a partir de uma conversa com a Anatel sobre como o acesso à conectividade faria a diferença na vida dessas pessoas “A tecnologia desempenha um papel essencial na nossa sociedade e pode representar uma oportunidade única de recomeço para essas mulheres”, afirma José Félix.


No início da capacitação, que irá auxiliar 1300 mulheres, serão distribuídos chips da operadora para as participantes com plano gratuito de um ano. Ao final do projeto, a Claro irá oferecer celulares às participantes que foram capacitadas presencialmente e que possuem 75% de frequência, para que elas tenham uma ferramenta que auxilie financeiramente, melhorando as condições de vida dessas mulheres.


Uma pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha em março de 2025, aponta que 21,4 milhões de mulheres com mais de 16 anos no Brasil sofreram algum tipo de violência nos últimos doze meses. Além disso, segundo estudo realizado pela ONU Mulheres, a ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados), e pelo UNFPA (Fundo das Nações Unidas para a População), 5,74% das mulheres venezuelanas interiorizadas revelaram ter sofrido alguma forma de agressão.


“A digitalização do trabalho revolucionou nossas vidas, mas também amplificou as desigualdades e abriu espaço para novas formas de violência. Por isso, é estratégico investir e mobilizar para diminuir a lacuna que ainda existe no acesso das mulheres ao conhecimento e recursos. Só assim elas serão capazes de efetivar seus direitos também com o uso das novas tecnologias”, diz Ana Carolina Querino, Representante Interina da ONU Mulheres no Brasil, sobre a independência financeira e alfabetização digital para o combate à violência.


Por Fernanda Maísa

 
 
 

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